Três deputados estaduais do Ceará desistiram disputar reeleição nas eleições deste ano. Segundo eles, o principal motivo é o alto custo das campanhas. São informações de reportagem publicada no O POVO desta quarta-feira (1).
De acordo com um dos deputados que abriram mão de concorrer, Manoel de Castro (PMDB), a corrupção levou o custo das campanhas a valores “exorbitantes”. “(A política) está tão degenerada que os candidatos fazem leilão na frente do eleitor pelo voto dele”, justificou. Para ele, a corrupção, em alguns casos, parte do próprio eleitor: “Eles (os eleitores) querem uma ajuda financeira, ‘se não der, tem que dê’, é o que eles falam pra gente.”
Ele já havia registrado sua candidatura na Justiça Eleitoral e não homologou sua desistência, mas garante que não irá mesmo concorrer. Além do alto investimento, o parlamentar ressaltou também que questões familiares o afastaram destas eleições como candidato.
Manoel continua atuando apenas nos bastidores, como coordenador da campanha à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). Além disso, disse que vai tentar transferir sua base eleitoral para Domingos Neto e Maílson Cruz, ambos do PSB, postulantes a deputado federal, e Luiza Lins (PT), que concorre a deputada estadual. Todos apoios por “convicção política”, afirmou;
O deputado Guaracy Aguiar(PRB)
O deputado estadual Luiz Pontes (PSDB) também desistiu. Ele disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deu início à campanha por receio de ter que gastar muito. Pontes já foi senador e também atuou como secretário de Governo de Lúcio Alcântara no Governo do Estado. Ele pensou em candidatar-se a deputado federal e depois à reeleição, mas não oficializou nenhuma das candidaturas.
Ele ainda permanece na campanha para tentar transferir votos de sua base eleitoral para o candidato a deputado estadual Rogério Aguiar (PSDB), e para apoiar os tucanos Marcos Cals, ao Governo, e José Serra, à Presidência.
Na mesma sessão da Assembleia Legislativa, Luiz Pontes defendeu uma “profunda” reforma política para tentar evitar a corrupção eleitoral. “Infelizmente, a política virou uma balcão de negócios. Tem gente pagando num voto R$ 100”, lamentou.
Fonte: O Povo
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