Nesta manhã, continuaram os atendimentos dos profissionais que atuam na unidade móvel de prevenção de colo de útero e no caminhão do cidadão, com o intuito de atender e servir o povo de Iguatu, que necessita dos serviços, e principalmente, de exercer sua cidadania. Eram 9h30min, quando os agentes do setor tributário da prefeitura municipal, invadiram o evento portando uma foice em punho para retirar as faixas fixadas para sinalizar os serviços oferecidos.
O agente Kleber Cavalcante avançou o espaço e com sua soberania, cortou sem dó e sem conversa, as cordas que seguravam as faixas e ameaçando os organizadores quanto à população. O mesmo chegou a intimidar o assessor de imprensa do evento, usando palavras de baixo calão e pejorativas, mas, deixando claro que as ameaças e o procedimento de segurança foram acionados e logo em seguida, a equipe evadiu do local. A população vaiou a ação do grupo que por alguns minutos, criou um tumulto e uma revolta por parte das pessoas no local.























PARABÉNS MIRIAN!A POPULAÇÃO DE IGUATU MERECE ! MUITAS PESSOAS FORAM BENEFICIADAS PELA INICIATIVA . A PREFEITURA DEVERIA DIVULGAR O EVENTO E NÃO ATRAPAHAR! ACREDITO QUE ESSES SERVIÇOS QUANDO CHEGAM EM OUTROS MUNICÍPIOS OS PREFEITOS APOIAM E INCENTIVAM A POPULAÇÃO A PROCURAR OS SERVIÇOS. EM IGUATU, AO CONTRÁRIO, A MENTALIDADE MESQUINHA DE BAJULADORES E DO “PREFEITO” NÃO PROPORCIONOU ISSO PARA CENTENAS DE PESSOAS QUE PODERIAM OBTER OS SERVIÇOS!
Nesses meus poucos anos de vida, não me recordo de ter presenciado tamanha violência, tamanha falta de respeito pelos mais comezinhos valores, tamanha falta de respeito pela vida. Não sei se tal constatação se deve ao fato de que ela, a violência, nunca esteve tão perto de mim, como agora; não sei é porque eu cultivava a doce ilusão de que vivemos na pequena e (ex) pacata cidade de Iguatu. Enfim, não sei se é porque, há pouco, quase fui vítima dessa violência (e isso é preciso reconhecer…), dessa violência que destrói lares, rouba sonhos, semeia a dor e fomenta o ódio – seja no ofensor, seja no ofendido.
Que me desculpem os partidários de idéias contrárias, mas não há como perdoar o “ofensor gratuito”, não há como perdoar aqueles que nos roubam o direito de informar. Sinceramente, quisera eu ter a força; quisera eu ser crente o bastante para entender – e praticar – que é perdoando que se é perdoado. Sinceramente, quisera eu poder dizer: o que passou, passou; a vida continua; nós estamos melhores que eles… É verdade, a vida continua. Mas continua fragilizada, aviltada, sujeita a qualquer momento acontecer uma tragédia, pelo simples fato de informar.
Por óbvio, nós, cidadãos de bem, não alimentamos o sonho de viver no paraíso. Em absoluto. Afinal, a evolução – ou seria a involução? – do homem não mais permite esse tipo de devaneio.
Não obstante, a Constituição Federal nos garante uma vida tranqüila e segura (é, aquela mesma Constituição que nossos “líderes” insistem em desrespeitar, em violar). Portanto, o que pedimos não são favores. A atuação governamental não pode se apresentar com um caráter de benesse, de gentileza, de modo algum. Mesmo porque essa mesma Constituição dispõe que o poder emana do povo e deve ser exercido em seu favor. Antes de qualquer coisa, a atuação governamental responsável e coerente é um dever inarredável, não um favor.
Para finalizar, permito-me dizer que nossos governantes devem adotar uma postura mais responsável – e de imediato -, sob pena de o povo, esse mesmo povo que reza pela saúde e pela vida dos ilustres e de seus pares, começar a rezar para que a violência atinja também essas ilustres pessoas, para – quem sabe? – alguma coisa ser feita. O que houve ontem na praça da bandeira foi por patê do gestor uma tremenda falta de respeito aos seus munícipes mais necessitados. Entretanto á ação da Miriam Sobreira foi louvável, não são atos como esse que tirarão o brilho do seu trabalho, a senhora esta no caminho certo.