Há muita especulação e pouca certeza no comando do PT sobre como deve ser o discurso de Dilma Rousseff nos primeiros seis meses deste ano. As dúvidas aumentarão sobretudo quando a pré-candidata ao Planalto deixar a Casa Civil, no início de abril.
Dilma passará três meses sem ser ministra e sem poder fazer a campanha oficialmente. A curiosa lei brasileira só permite proselitismo eleitoral aberto depois de julho. Até lá, os políticos fingem não ser candidatos e a Justiça acredita.
Por enquanto, a vida de Dilma foi tranquila. Adotou uma estratégia gradualista. Primeiro, colou-se em Lula. Depois, no final de 2009, começou a ensaiar o tom “é preciso avançar”. Tudo temperado com alta dose nacionalista, numa intensidade inédita desde a volta do país ao regime democrático. Basta assistir à enxurrada de comerciais do Planalto exaltando o Brasil na TV.
Quando deixar seu cargo no governo federal, Dilma deve ou não insistir no discurso nacionalista?
Não há consenso no PT. Nas eleições diretas recentes, essa não foi a linha mestra de nenhum candidato a presidente vitorioso. Funciona às vezes como tática eventual – como quando o PT chamou o PSDB de privatista na disputa de 2006. Mas esse não foi o tom constante nem central da campanha.
Fonte Folha de São Paulo
Por Ariane Moreira























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