A Operação Gárgula II, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF) em parceria com o Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Estadual, prendeu temporariamente três pessoas que supostamente estariam envolvidas em um esquema de desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro. Foram expedidos ainda mandados de prisão contra outras três pessoas, também acusadas de cometer crimes contra o patrimônio público. Segundo informações da PF, duas delas se apresentariam ainda ontem e outra estava foragida.
Durante entrevista coletiva concedida na Superintendência Estadual da Polícia Federal, os responsáveis pelas investigações informaram que os atos de improbidade administrativa detectados recentemente envolvem 11 municípios. São eles: Maracanaú, Itaitinga, Aracati, Fortim, Cariús, Beberibe, Senador Pompeu, Quixeramobim, Quixeré, Miraíma e Pacujá. Nas prefeituras de cada localidade e em empresas a elas ligadas foram ainda cumpridos 20 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.
Em Iguatu, a Polícia Federal invadiu a prefeitura deflagrada pela Operação Fumaça, no mês de junho de 2009. A operação tinha o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em desviar recursos públicos federais destinados a prefeitura municipal, com a Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, contando com a participação de servidores do órgão. A execução da operação envolve um efetivo de 160 policiais federais e 21 analistas da CGU, que dão cumprimento a mandados de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal, em Juazeiro do Norte/CE.
Os investigados poderão responder pelos crimes de formação de quadrilha (art. 288 do CP), falsificação de documento público (art. 297 do CP), peculato (art. 312 do CP) e fraude as licitações (Lei 8.666/93).
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