Procurados pelo Estado, os investigados na Operação Fumaça negam participação no desvio de verbas da Funasa. O deputado estadual Guaracy Aguiar disse não ter ideia da razão pela qual foi incluído na investigação. Ele afirma que, como coordenador da Funasa no Ceará, não era responsável pela aprovação dos convênios. “Tudo era assinado pelo presidente da Funasa”, argumenta. “Quando estava no cargo, eu até reclamava porque era atropelado frequentemente por Brasília.”
Indagado sobre a razão pela qual chancelava laudos de engenharia fraudados que abriam caminho para a Funasa pagar por obras inacabadas, Aguiar diz que não tinha condições de averiguar se os documentos eram ou não verdadeiros. “Como coordenador, eu tinha de confiar (nos engenheiros).” O deputado afirma ser normal a adoção de critérios políticos para liberação de recursos. “É ingênuo quem pensa que não é assim.”
Aguiar diz não ver, em seu envolvimento na operação, nenhum constrangimento para o irmão Ubiratan Aguiar, presidente do TCU, cuja atribuição é justamente fiscalizar a aplicação das verbas federais. “Ele nunca me ajudou em nada”, afirma. Sobre os diálogos em que aparece tratando de dinheiro, ele apresenta uma explicação. “Era doação de campanha e não tinha nada a ver com a Funasa.”
Aguiar foi indicado para o cargo pelo PMDB, partido que deixou há pouco mais de um mês para ingressar no PRB. “Minha indicação foi feita pelo líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).”
Procurado pelo Estado, o presidente da Funasa, Danilo Forte, disse por meio de assessores que “jamais trata ou tratou diretamente de liberação de verbas com engenheiros de campo”. Forte afirmou que não conhece o lobista José Braga Rolim, que o cita nas conversas gravadas pela polícia. E fez questão de dizer que não figura entre os indiciados na operação.
O engenheiro da Funasa Ricardo Nunes, acusado pela PF de ser dono de fato de empreiteiras que executam convênios do órgão, disse não ver problema na contratação de empresas registradas em nome de seus familiares. “Eles são maiores de idade, têm empresas, e prestam serviços não só no Ceará como em outras partes do Brasil”, declarou. Mauro Façanha, colega dele na Funasa, não foi localizado no escritório do órgão e não atendeu a ligações para seu telefone celular. O ex-prefeito de Brejo Santo Francisco Wider Landim não foi localizado em sua casa na tarde de sexta-feira.
Fonte: O Estado de São Paulo























A corrupção aos poucos vai se tornando pública, a lei tambem aos poucos vai alçando aqueles espertinho, por aqui já tem gente que nao passa um cabelo de tão aflito, o gostoso nessa história será ver seu nome escrito em letrasd garrafais NOS PRINCIPAIS JORNAIS DO PAÍS. É como o Dedo Duro, começõu a era do degêlo.
E o rolo compressor está chegando!!!
Começou a era do degêlo da corrupção.