
A consolidação da aliança do PT com o PMDB na sucessão presidencial de 2010 esbarra não apenas nos complicados arranjos regionais de poder. O suspense em torno de uma possível candidatura de Ciro Gomes (PSB) à Presidência divide alas do PT. Parte expressiva do partido ainda não digere a provável indicação do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), à Vice-Presidência na chapa liderada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e, paralelamente, os petistas não crêem na disposição de Ciro em se lançar candidato ao Governo de São Paulo.
Os movimentos recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Ciro no jogo sucessório -que causaram polêmica nas últimas semanas- não podem ser entendidos como acaso, tampouco deslize, dizem dirigentes petistas. Lula, ao afirmar que a escolha do vice é como casamento e, por isso, caberá a Dilma “escolher” o nome do noivo dentro de uma lista tríplice, não cometeu um deslize, disseram integrantes do partido. “Dentro do PT há uma avaliação generalizada de que desequilibramos demais a relação com o PMDB no segundo mandato, após a crise (do mensalão). Fragilizados, abrimos espaço demais para o PMDB. Lula, agora, deu um recadinho ao PMDB”, confidenciou um membro da cúpula petista.
Fonte O Povo Online
Por Ariane Moreira























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