A indicação de Adilson não foi unânime no Parque São Jorge. Diversas pessoas influentes na presidência do clube defendiam a volta de Vanderlei Luxemburgo, atualmente no Atlético-MG. O treinador cinco vezes campeão brasileiro desfruta de boa relação com o presidente Andrés Sanchez. No entanto, há consenso entre os dirigentes que Luxemburgo não vive boa fase e que não seria propício arriscar em um momento no qual o time lidera o Campeonato Brasileiro. De qualquer forma, é um nome que sempre estará cotado.
Assim, alguns detalhes levaram ao nome do ex-técnico do Cruzeiro. Entre eles, dois chamaram a atenção. O primeiro é o fato de Adilson ter uma linha de trabalho parecida com a implantada por Mano. Para os dirigentes corintianos, é fundamental que o novo comandante “não invente moda e apenas administre a linha de trabalho existente”, afirmou um diretor ouvido pela Agência Estado. Mano completou dois anos e oito meses à frente do futebol corintiano.
Outro aspecto que pesa favoravelmente a Adilson é o fato de estar identificado com o clube. Como jogador, ele marcou o nome na história alvinegra ao ser o zagueiro titular do time que conquistou o Mundial de Clubes de 2000, o primeiro reconhecido pela Fifa e, para muitos corintianos, o título de maior expressão do clube.
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